Exemplos
Um exemplo prático de aplicação da neuroexperience foi compartilhado por Ines Cozzo, envolvendo a preparação de uma convenção empresarial. A ideia inicial era colocar fotos de familiares dos participantes nos quartos de hotel, mas Ines sugeriu uma abordagem mais acolhedora, colocando mantinhas nos quartos devido ao clima frio. "A convenção inteira, que estava principalmente focada em conteúdo técnico e entrega de informação, se tornou 10% de entrega de informação e 90% de geração de estado", relata Ines.
Evelyn Luise também compartilhou a abordagem da Robert Half, que inclui pesquisas constantes com clientes, candidatos e funcionários. "Nós fazemos pesquisas internas e externas a cada quatro meses para garantir que todos os stakeholders tenham uma experiência positiva. Não adianta só olhar o lado positivo, precisamos olhar principalmente quem não conseguimos atender."
Fidelização vs. Fandelização
Ines Cozzo introduziu o conceito de "fandelização", destacando que a satisfação do cliente não é suficiente para garantir lealdade. "Clientes satisfeitos não necessariamente são fiéis. Estamos buscando que a experiência seja tão absurdamente memorável que ela saia do âmbito do negócio", explica Ines. Ela cita um exemplo de workshops realizados na BASF, onde gestores voltaram várias vezes para participar, trazendo familiares e amigos, ilustrando o poder do encantamento além da simples satisfação.
A economia da experiência, conforme explicado por Ines Cozzo, é baseada em quatro elementos: estética, entretenimento, educação e escapismo. Estes elementos são fundamentais para criar experiências memoráveis. "Entretenimento, educação, estética, evasão... estão tão amalgamados que você não consegue separar uma coisa da outra", afirma Ines. Ela destaca que a neurociência ajuda a entender como esses elementos influenciam a tomada de decisão dos consumidores, tornando as experiências mais eficazes.
Ines Cozzo destaca que existem quatro condições essenciais para aplicar a neuroexperience: entretenimento, educação, estética e evasão. Estes elementos são detalhados no livro "Economia da Experiência" de Pine e Gilmore.
Ela explica que cada um desses elementos deve ser cuidadosamente integrado na experiência do cliente para criar um impacto duradouro. "Como eu desenho a estética? É nas respostas a essas quatro perguntas que entram as descobertas da neurociência", enfatiza Ines.